4.00. - JÓIAS / CRIAÇÕES



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4.01. - Acertei Na Mosca



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Foto Acertei na Mosca

Porque esta diferença: joias e joias/objetos? Porque são de grande delicadeza; feitas com tudo que me encanta: pedras preciosas do Brasil; cacos, plumas, pérolas, prata, asas de insetos encontrados na natureza, pedaços de tecidos preciosos, restos de joias antigas, plástico.. Joias oníricas, sempre únicas, impossível repeti-las. Eu as exponho em caixas de madeira de 20 x 20 cms., tampo de vidro que se remove, cada joia presa em sua almofada – a qual se refere somente a ela – num conjunto que completa sua história:

Besouro

Acontece que, apesar do esmeradíssimo trabalho do meu ourives, Jacques Abrão, as pessoas que as compram, tem medo de manuseá-las. Pois bem, deixe-as nas caixas, expostas em prateleiras, como obras de arte, o que realmente são. Querendo usa-las, é simples: trate-as com a delicadeza que elas pedem.

Segundo Julio Cortázar - “.. entendo que realizava, uma operação inversa e bastante árdua: encurralar o fantástico no real; realiza-lo”.

“A volta ao dia em 80 mundos”

Editora Civilização Brasileira, tomo I - 2010



4.02. - FRAGMENTOS



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Muitas vezes ganho o que considero preciosidades: retalhos de tecidos raros, plumas, gravatas de seda, toalhas ricamente bordadas, partes de joias antigas, bijuterias.. Fortes e caras lembranças, fatos irreversíveis, tempos diferentes. Nada descarto, mas dou a cada fragmento, cada retalho, uma nova vida, completamente diversa à anterior.

Neste Item, quero colocar uma escultura feita de um “fundo de gaveta” da memória da amiga que me deu.

“A SERPENTE”

Materiais: cabeça de metal filigranado com pequena turquesa, antigo fecho de um cinto; o corpo, de malha de metal, é forrado por tecido de filó com gotas de prata; um colar de pequenas pérolas barrocas, enfeitam o corpo e formam o rabo da serpente. Este “Ser Onírico” descansa sobre um tecido de veludo “degradê”-( muda suavemente de tonalidade), que protegia em outros tempos, as teclas de um piano; algumas perolazinhas enfeitam o veludo.



4.03.- PÁSSARO SAGRADO – joia/objeto



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O Pássaro descansa em sua almofada. Provavelmente estava preso no ombro de um vestido de festa, enquanto sua dona ria, conversava, namorava.. Mas como chamava a atenção! – Que lindo.. Que estranho.. Diferente, né? E o Pássaro, com suas asas azuis de plumas, seu corpo de Quartzo rosa, cabeça de esmeralda bruta, cascalho de esmeralda e abalone no pescoço e o bico, uma garra de caranguejo. Dançaram a noite inteira; ele e sua dona.



4.04.- BESOURO



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Materiais: Ametista verde, peça em metal filigranado com turquesa – parte do fecho de uma joia antiga – pérolas barrocas escuras, pequenos pedaços de abalone (madrepérola), tecido “Dèco”, delicadíssimo, dos anos 20 ou 30 cujos retalhos se transformam.. transformam..Não é assim a vida? A base e o alfinete com protetor são em prata.



4.05. - INSETO MÁGICO



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Materiais:
Abalone; Praseolita lapidada; Asas de inseto encontrado na natureza, duas praseolitas menores, nas asas. Base e alfinete com protetor em prata.
Fui convidada para a apresentação da coleção de verão, de um costureiro cujo trabalho, admiro. Resolvi me enfeitar com o Inseto Mágico. Na saída, andando em uma espécie de passarela, vinham em sentido contrário, duas amigas: Regina Boni e Leilah Assumpção; mas não olhavam para mim. Fiquei um pouco, digamos, agastada com a atitude, mas as duas pararam na minha frente e Regina apontou para a jóia: - “Este é meu!” O que eu podia dizer? – Tudo bem. Ele é seu. Amanhã levo , na caixa onde ele descansa. Aí então, estando ajustadas, nos cumprimentamos, beijos, abraços e tchau!



4.06.- BESOURO OLÍVIA



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Materiais:

Quartzo azul, duas pérolas barrocas, penas de galinha d´angola, cacos de abalone, tecidos, algumas penas de pavão, base e alfinete com protetor, em prata.

Joia dada pra Olivia, minha neta.



4.07. - BORBOLETA BETTINA



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O corpo da borboleta, é parte de um broche muito antigo, delicado trabalho em prata; tecido “art déco”, e outros tecidos, não tão raros, mas bonitos, compondo com delicadeza as asas da borboleta. Penas de pavão, fundo da jóia em prata com alfinetes e protetores em prata. O “fundo de gaveta” precioso, que me deu a amiga Bettina.



4.08.- BROCHE AMARIA



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Pedra preciosa brasileira; pequenas pérolas barrocas; penas de galinha d´angola; penas de pavão; base e alfinete com protetor, em prata.



4.09.- Oróboro



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Carregando ou abraçando a Criação, num círculo contínuo, impedindo sua desintegração, é o que faz, sob forma do Oróboro, a serpente que morde a própria cauda. No meu trabalho, uma concha redonda de abalone representa a Criação, protegida pela serpente. A cabeça é de turquesa brasileira; contas africanas e tecido japonês; um colar de metal prateado, muito flexível, completa minha Oróboro



4.10.- ADEREÇOS de CABEÇA – objetos de adorno pessoal.



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Trabalhei, por algum tempo, fazendo vitrines para uma loja de roupas íntimas femininas, chamada Fogal. Vitrine é uma arte: tem que ter beleza, humor, equilíbrio; deve falar com o público e..vender. (Uma de minhas vitrines foi fotografada e saiu no Caderno Dois, do Estadão). Acontecia que as meias, para serem colocadas nos manequins, tinham que ser furadas! Que perda de material!! Pedi então, algumas e comecei a fazer, com os tecidos, adereços de cabeça; esculturas funcionais. Isto me dava enorme prazer. Cheguei a criar para Clodovil, costureiro de grande talento, turbantes à moda de Carmem Miranda. É muito comum, as pessoas,- para entenderem alguma obra, algum movimento de arte ou seja o que for que saia do comum cotidiano,- colocarem uma etiqueta. Para mim, foi a etiqueta de chapeleira! Tenho enorme respeito por esta profissão, mas sou artista plástica.